Só vai dar idiota (5)

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PORÃO DA PALAVRA {sarau eletro-acústico}

Nova festa para celebrar a literatura. A festa da palavra, a balada verbal. O verbo multiplicado, em transe, em trânsito, transformado e misturado, em transa com outras artes. O improviso, o diálogo e a aglutinação de expressões artísticas. O happening, o grito e o encontro das linguagens.Porão da Palavra é a expressão de várias ações artísticas em um mesmo palco. Poetas falando música. Músicos falando poesia. Fotógrafos dizendo poemas. Cartunistas poetizando histórias. Cineastas pintando o verbo. Djs desenhando versos. Música, cinema, teatro, artes plásticas e literatura – tudo para festejar a palavra.

Olha a galera que vai particpar com leituras e/ou música:

Antônio XerxeneskyRodrigo RospCris CubasSidnei SchneiderRicardo SilvestrinLeo FelipeMiróValmir JordãoMarcio PaschoalLúcia SantosCarol TeixeiraCardosoEverton BehenckLaurene VerasMarcattiMarcelino FreireCarpinejarEttiene BlanchardBierLeandro DóroRafael Ferrari & Moyses LopesAlexandre Florez & 2×4Carlos Augusto Pessoa de Brum

E tem também o debate Literatura e Conexões.

(Grifos by Coisas de Idiota)

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Frases aparentemente inocentes mas que causam nojo físico (2)

“Ele espalhou Clarice Lispector a caminho do banheiro.”

Marcelino Freire (1:02 do vídeo abaixo)

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39. Conspirações globais

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Imagino a cara de alguém que trabalha na Globo ao receber um spam ou ao ler um blog com denúncias mil sobre como a empresa que paga seu salário esconde as informações que poderiam tirar o povo da miséria e da ignorância, e imagino esse mesmo alguém olhando logo em seguida para as pessoas que trabalham ao seu redor (a mulher que não é promovida há cinco anos e vive xingando a chefe pelas costas; o sujeito que desde o nascimento do filho cumpre seu horário feito um funcionário público; o estagiário ressentido porque ganha menos que o cara que fala “xalxicha”; a menina que só gosta de trabalhar lá porque ninguém reclama se ela mandar para a impressora o Crepúsculo inteirinho em inglês; o Chico Pinheiro) e pensando, “Meu Deus, que maravilha que o mundo exterior realmente acha possível que essa trupe de imbecis da qual eu faço parte seja capaz de orquestrar conspirações com competência, com cálculo, com sucesso, meu Deus, e não que a gente faz tudo de qualquer jeito pra ir embora logo pra casa”.

Porque qualquer pessoa de inteligência mediana sabe, intuitivamente, que é dessa forma que funcionam todas as empresas com mais de cinco funcionários neste lado da galáxia. Que nenhum empregado consegue manter o entusiasmo pelo próprio trabalho por mais de seis meses, e logo descobre que falar mal da empresa e do chefe é mais divertido do que trabalhar de verdade. Que não é possível formar uma equipe – mesmo que seja só pra elaborar um relatoriozinho, não precisa nem ser pra manipular as eleições – sem que um dos integrantes não jogue no colega ao lado a culpa por tudo o que sair errado, sem que alguém boicote o trabalho só pra derrubar o chefe, sem que alguém beba uma cerveja sem álcool na happy hour e já comece a dizer que todo mundo é cretino e que ele está sendo perseguido justamente porque é o único competente. Enfim, se você já teve um emprego na vida, mesmo que tenha sido numa fábrica de bigodes falsos, mesmo que tenha sido num rodízio de temakis, você sabe que nenhuma tarefa, nenhum projeto consegue escapar ileso da cultura de má-vontade, burrice, mal-entendidos, desinteresse e fofoca que existe em qualquer empresa, mesmo as que não são um fracasso – e que, portanto, todas as acusações contra a Globo de que ela conspira e manipula até quando transmite vôlei de praia são na verdade o maior elogio que seus funcionários poderiam receber.

É possível calcular o esforço necessário para promover uma conspiração? A dedicação que isso exigiria dos empregados da Globo, inclusive os mal remunerados e os que estão baixando Lost pouco antes do Jornal Nacional entrar no ar? E mais: é possível imaginar jornalistas participando, caladinhos, de conspirações contra o PT ou contra o MST? É mais fácil abrir uma clínica de aborto e contratar freiras e bispos para integrar o corpo médico. Afinal, mesmo que fosse só uma inocente clínica de tratamentos estéticos com um pequeno cartaz ao lado da recepção lembrando que a lei permite o aborto em caso de estupro ou de risco de morte para a mãe, os bispos iam se reunir num bar no fim do expediente e comentar um com o outro, “Ah, sim, a gente trabalha numa imparcialíssima clínica de estética, que apenas ‘informa’ sobre o direito de abortar, sim, sim, muito imparcial…”, e o outro bispo, “Você viu a posição em que eles colocaram aquele cartaz? Tá praticamente piscando”, e a freira, “Se pelo menos fosse que nem aquela clínica de Campo Grande, que fala abertamente que faz aborto e não tá nem aí, eu até respeitaria, mas não, não, acha que engana quem com essa conversa de clínica de estética?” – pois aparentemente existe uma espécie de charme em declarar resistência aos planos clandestinos do patrão, pra deixar claro que aceita o salário mas não vende seus princípios…

O grande paradoxo que as pessoas que denunciam as conspirações da Globo não conseguem entender é que justamente o fato de elas fazerem essas acusações prova que não existe conspiração nenhuma. Se não, qual é o sentido de uma conspiração que não consegue nem enganar gente que estuda na FFLCH, que usa croc, que assiste à Grande Família? Qual o sentido de reunir os poderosos em salas esfumaçadas, das ameaças, dos lobbies, das queimas de arquivo, se eles não conseguem esconder suas tramas nem de fãs de Natiruts, de primeiroanistas de Ciências Sociais ou da juventude do PDT? Se um fã de Natiruts não pode ser manipulado, quem pode?

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Prêmio POST MAIS IDIOTA de fevereiro

Parabéns, Marcelino Freire!

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carnavAIS

a bAterIa da escola na AvenIda a bunda do pAssIsta da mAdrInha da porta-bAndeIra a coisa mAIs linda na prAIa nas lAdeIras de olinda de minas gerAIs nas prAcInhas coloniAIs do recife nas orlas cArIocas nos bAIles gays nos salões tradicionAIs nos camarotes federAIs estaduAIs municipAIs nos ensAIos AssIm na tv para o brAsIl todo ver essa AlegrIa dos negros da bAhIa enquanto eu bato umAzInha em paz e por hoje é só meu amor e fUI e AI e só não vAI quem já gozou e eta danado e volto AquI só no dia dois de março e viva a putArIa e marAvIlha e beijos nessa bundinha do papAI e aquelabraço e valeu e té mAIs

(Grifos desnecessários)

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38. Fãs de Zé do Caixão com mais de 50 anos

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Na verdade, vem tudo junto num pacote: culto ao Zé do Caixão, coleção do Notícias Populares, doutorado em filmes B, foto junto com o Pereio, camisa dos Cramps, oligofrenia.

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Frases aparentemente inocentes mas que causam nojo físico (1)

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“Eis que chega à Bahia, a seu sol, a seu mar, a seu azul mágico, à sua mistura. Deslumbrado, descobre o chamego, o dengo, a magia.”

Mestre Carybé, de Jorge Amado

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37. Crítica iconoclasta a emos, Maluf e auto-ajuda

georges w. bush.jpgPeraí, o que foi que eu ouvi? Os emos e seus respectivos cabelos são ridículos? Você acha que o Maluf é ladrão? Na sua opinião, auto-ajuda não é literatura de verdade?

Mas isso é o que eu chamo de não ter medo da polêmica, hein? Acho nunca ouvi nada parecido antes. Só você consegue ser tão radical. Dá pra ver que você é um cara que fala o que pensa doa a quem doer, sem medir palavras, sem receio de ofender a opinião corrente, que dá de ombros para as amarras do pensamento politicamente correto, alguém disposto a encarar todos riscos em nome das suas mais íntimas verdades – inclusive riscos físicos, porque não é qualquer um que compra briga com os emos, esses gângsters conhecidos por seus músculos intimidantes e pelo abuso de violência.

Agora, perigo de verdade é falar mal do Maluf. Eu sei que a sua voz não pode ser calada, que você não se tornou politizado desse jeito pra ficar com a boca fechada, mas é melhor olhar para os lados antes de ultrajar o nome de Paulo Salim. Prepare-se para fazer parte de uma minoria acuada e patrulhada, pois a unanimidade a favor de Maluf é ensurdecedora e espalha seus tentáculos em cada centímetro da opinião pública. Quantas vezes você ouviu alguém dizer “Não me conformo que ainda tenha gente que vota no Maluf! Depois de tudo o que ele roubou! Depois das contas na Suíça!”? Nenhuma, aposto – mas nunca perderei a esperança de que um dia, um dia irá nascer um herói com coragem para não apenas quebrar o pacto de silêncio que tanto beneficia Maluf, mas também para lavar a nossa alma e finalmente dizer algumas verdades sobre Collor e (aí já seria demais) George W. Bush.

E os livros de auto-ajuda? Sério que não são literatura? Eu prefiro não me manifestar de forma tão contundente, tão crua. Não quero fazer nenhum juízo precipitado. Depois que eu tiver lido todas as biografias e os livros-reportagem que formaram a sua consciência crítica, eu talvez me sinta autorizado a arriscar uma opinião.

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Prêmio POST MAIS IDIOTA de janeiro

Parabéns, Humberto Finatti!

2009, O ANO DO VANGUART???
Exatos quatro anos separam o show que o autor deste blog assistiu do Vanguart, no carnaval de 2005 em Cuiabá, da apresentação mais uma vez consagradora que o quinteto folk fez na última sexta-feira em Sampa [...] É um período de tempo bem curto na vida de um grupo musical. Mas, no caso dos Vangs, é um período que ganha um significado assombroso porque muita coisa aconteceu e mudou na vida dos meninos em pouquíssimo tempo.
[...] De lá pra cá, o Vanguart correu o Brasil com seu muito bem estruturado pop de nuances folk e rock (e que hoje recebe também influências da melhor fase da música popular brasileira), [...] foi destaque em matéria de duas páginas publicada na revista Rolling Stone (em texto assinado pelo blogger zapper) e agora vai… tocar com Los Hermanos e Kraftwerk no festival Just A Fest, dia 22 de março em Sampa (e dois dias antes, no Rio). [...]
Zap’n’roll vai sempre torcer pelo sucesso dos meninos. E vai sempre sentir o maior orgulho do mundo por saber que, há apenas quatro anos (e já parece que foi tanto tempo…), estava bicudão e mamadão de álcool em Cuiabá, assistindo a um festival lotado de bandas que emulavam emocore e metal melódico, quando viu subir ao palco um grupo cujo vocalista estava de paletó, usava suporte de gaita no ombro e tinha um violão pendurado no pescoço e devia se achar o próprio Bob Dylan do Pantanal. E quando o moleque abriu a boca, o zapper doidão simplesmente não acreditou no que viu/ouviu. O resto todo mundo já sabe.
Por tudo isso, estas linhas rockers online apostam sim que 2009 vai ser o grande ano do Vanguart. Claaaro, a essa altura do campeonato, no mundo pop tal como o conhecemos hoje (onde não se vende mais discos em cd e onde todo mundo ouve tudo na internet), os Vangs nunca irão vender a quantidade de álbuns que uma Legião Urbana, por exemplo, vendeu. [...]

(Grifos by Coisas de Idiota)

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Idiotas à primeira vista (8)

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(Nenhuma razão especial para

(Nenhuma razão especial para essa imagem, além de que eu gosto do Subnormality e precisava, urgentemente, de qualquer forma possível, qualquer uma mesmo, empurrar para baixo a foto do post anterior.)

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